terça-feira, 17 de novembro de 2009

A PornoChanchada

"De todas as taras sexuais, a abstinência é a mais estranha de todas elas" - Millor Fernandes

A Pornochanchada é um dos movimentos cinematográficos brasileiros de maior sucesso. Dele, nasceu grandes sucessos de bilheteria, como "Toda Nudez Será Castigada", "A Dama do Lotação", "O Homem Bem Dotado" e o filme que mais levou brasileiros ao cinema, "Dona Flor e Seus Dois Maridos", inspirado no romance de Jorge Amado. O Brasil, talvez, foi o único país a dar tanta fama ao seu SoftPornô.

Chanchada referia-se a filmes inspirados nos grandes musicais hollywoodianos da década de 50, somada as comédias pastelão do jeitinho brasileiro. Duas décadas depois, várias pitadas de erotismo foram adicionadas a estas películas e, então, surge a PornoChanchada. A mistura do sucessos era colocar gente conhecida, abusar dos
seios de mulheres ingênuas e nádegas de marmanjos com cara de cafajestes.

Muitos foram os atores que ficaram famosos devido a este movimento cinematográfico. Nomes como Nuno Leal Maia (O Pasqualete, lembra?), Vera Fischer, Sonia Braga, Cláudia Horrana, Regina Casé, Cláudia Raia, Marcos Frota e até mesmo a Rainha dos Baixinhos, Xuxa Meneghel. Bom todo mundo aqui já deve ter visto um trecho do filme "Amor, Estranho Amor", onde Xuxa, com 16 anos, faz uma cena de sexo com um menino de 12 anos. O filme contou com a participação de nomes como Tarcisio Meira e Vera Fisher.
Agora você deve estar perguntando-se: Em uma época de repressão política e censura extrema, na Ditadura militar, como eram permitidos estes tipos de filmes?
A resposta é simples: Ajuda mútua. Vários estudantes estavam descontentes com as eleições indiretas e, para calá-los, o governo queria mostrar avanço da tecnologia e entretenimento. Para isso, foi criada uma cota de exibição de filmes por ano. A Pornochanchada, com a produção de custo baixo e alto retorno lucrativo, produzia centenas de filmes que levavam milhões de pessoas ao cinema. Para não desagradar o público conservados, medidas de 'censura' eram impostas, como não evidenciar as
genitálias, pelos pubianos e sexo explicito. Além disso, todos os títulos eram de duplo sentido, como "A Mulher que se Disputa", "Elas São Do Baralho" e "Quando Abunda, Não Falta", ou seja, a maldade está na cabeça de quem interpreta os títulos.
Sua decadência ocorreu por dois motivos: A cota cultural do governo deixou de existir e a entrada de filmes pornôs hardcore internacionais colocou o pornôzinho brasileiro no escanteio.

Mesmo sendo considerado a "Idade das Trevas" do Cinema Brasileiro e responsabilizada por caracterizar nosso cinema como repleto de pobreza, palavrões e mal-acabado, foi representativo e instituiu grandes nomes da cultura brasileira. Sexo é bom e é útil até na censura, mas ainda assusta. Fiz um seminário na faculdade sobre a Pornochanchada e, durante a exibição de trechos de filmes (Apenas com insinuação de Sexo e nudez), as risadinhas e expressões assustadas lotavam a sala. Por isso distribuimos camisinhas no final da apresentação. Não há melhor anti-stress, anti-depressão e emagrecedor. Se o sexo vicia, vamos morrer de overdose.

Quadro Massaroca 57 - Programa Metrópolis, Cultura

Por Cláudio_DeLarge

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Paixão x Amor x AutoAfirmação

Dói mais ao nosso amor-próprio sermos desprezados, que aborrecidos." - (Marquês de Maricá)

Neste texto eu, além de dar minha cara a tapa, irei expor uma questão incrível de conquista que é um grande defeito meu. Aliás, um grande defeito nosso, leitor: A Auto-afirmação.

Antes de começar, preciso fazer três importantes perguntas.
O engraçado é que, mesmo escrevendo este texto antes de você responder, já sei quais serão suas respostas.

1) Quem aqui já teve a honra de ter alguém apaixonado por você, mas não pôde corresponder?
2) Quem aqui já foi super apaixonado por alguém, mas a pessoa nem te dava bola ou não correspondia como previsto?
3) Quem aqui, após conquistar a pessoa da pergunta acima, perdeu completamente o interesse?

O ser-humano tem a necessidade de autoafirmar-se. A conquista é o que nos move e isto está presente tanto em homens como em mulheres. No mundo homossexual é onde mais ocorre. Isto, por que mesmo os indivíduos completamente bem-resolvidos com a própria sexualidade, ainda possuem uma variante de culpa pela orientação sexual. Como a sociedade condena, temos de 'compensar' de alguma forma, seja pelo emprego, pela inteligência, pela moda ou, o mais recorrente, pela estética - que remete diretamente ao sexo. Por exemplo, a minha forma de autoafirmação e compensação perante a sociedade é a faculdade e o trabalho. Na faculdade os meus trabalhos são sempre os melhores. Modéstia a parte, mas são. Chego a ficar literalmente histérico com meu grupo e, caso meu trabalho não seja o melhor, condeno o vencedor até a morte. Algo como "Sou gay, mas sou melhor que você".

No mundo homossexual é, grande parte, pela estética e moda, o que remete ao sexo desenfreado e adoração ao corpo. Algo mais ou menos "Sou lindo, tenho o corpo maravilhoso e, por isso, faço mais sexo que vocês, héteros." Atire a primeira pedra quem nunca ficou com vários na balada e, ao voltar para a casa (Depois de um sexo com um desconhecido, ou não) ficou com a conhecida Depresão Pós Balada? É o beijar vários que responde o "Será que eu sou bonito mesmo?". Uma autoafirmação que não nos convence.

Não mentirei. Ano passado era do tipo que ficava com vários na balada. Atualmente a minha atitude é completamente contrária e, acredite, nunca choveu tanto homem, mas isso tem uma explicação. Semana passada fui a balada e houve uma hora em que meu amigo Fê derramou uma garrafa d'água inteira em meu corpo sem camiseta. Cerca de cinco ou seis meninos olhavam fixamente. Os mais ousados, davam sorrisos e chegavam perto de mim. Naquele dia, recebi dezenas de cantadas, mas não fiquei com ninguém e o porquê era o amar a si mesmo. Não digo que quem beija vários não tem amor próprio, a questão é, deixando a modéstia de lado, atualmente eu sei que sou muito bonito, tenho um ótimo corpo, sou super inteligente e poderia discutir sobre política ou filosofia com qualquer um, ganho bem para minha idade... Enfim, eu sou incrível. Isso não é falta de modéstia, é amor próprio. E o fato de eu querer um relacionamente sério, duradouro e monogâmico do tipo de querer morar junto e ter um cachorro (e um gato), é que me "abre" para possibilidades e "abre" meus olhos para os outros. Sou gay e tenho um diferencial. Não é por que sou homossexual que tenho de ser patologicamente sexuado.

Mas, como bom ser humano, isso não ocorre sempre e a auto-afirmação volta. Quem aqui já flertou, provocou e atiçou os caras só para que eles babassem por você, sem interesse neles? Tudo isso para saber que tem alguém pensando em você na hora da punheta. O grande problema é quando nos sentimos rejeitados e tem um engraçadinho tentando macular nossa auto-estima. O interesse cresce consideravelmente e isso ocorre comigo freqüentemente. Meu amigo, o Fê (outra vez) disse que este é o meu pior defeito. Só tem dois tipos de meninos que me conquistam: Os inteligentes que fazem PUC ou USP e que discutem sobre cinema, literatura ou política, ou os que me rejeitam. E trate de não me culpar, por que você é exatamente assim.

Talvez você deve estar pensando que sou um menino convencido e controlador, mas errado está você, pois este seu pensamento chama-se Projeção (Freud). Até que nos apaixonemos de verdade e a correspondência ocorra, somos monstros egoistas. Esta é uma característica que nunca vai mudar. Todos precisamos que nossa plantinha do ego seja regada de vez em quando.

"O amor-próprio é o maior de todos os lisonjeadores." - (François de La Rochefoucauld)

Por Cláudio_DeLarge

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Cinema, Aspirinas e Amassos

"O cinema é um modo divino de contar a vida." (Federico Fellini)

- Eu tenho uma teoria sobre estas balinhas que você gosta que mais parecem aspirinas.
- Qual? - Perguntou ele, olhando em minha direção. Pensei "Uau, ele é alto".
- São duas teorias de conspiração: Controle demográfico e lucro das indústrias farmacêuticas. Respondi com um tom de quem descobre a coisa mais importante do mundo.
- Hein? O que tem de mau nestas balinhas inocentes?
- Simples - o tom de descoberta deu lugar ao de obviedade - Produzindo doces semelhantes a remédios, a indústria resolve o índice demográfico a longo prazo induzindo a suicídios.
Quando criança, a vontade do doce é sanada ao comê-las. Já adultos, e depressivos, visualizando remédios simples, remeterá ao passado na solução das "Balinhas Aspirinas" e o individuo cometerá o suicídio.
- Menino, você está assistindo muito...
- E tem mais - Interrompi-o, empolgado com minha incrível descoberta - Caso não aconteça como planejado, a empresa já faz com que as crianças tornem-se
hipocondríacas desde cedo, aumentando o lucro das indústrias farmacêuticas...
- Cláudio, - Agora, ele me interrompe - fica tranqüilo. Eu não estou chateado por você não ter achado minha bala. - Ele dá um sorriso lindo.
- Ótimo então. Comprei Suflair, Bis, Bolo, Pipoca... De qualquer forma, minha teoria faz sentido.

No Cine-Pipoca...

Arrasta o sofá, arrasta a mesinha e liga a televisão
Apaga a luz, tira os tênis para deitar no colchão
Abre o DVD, Coloca "O Passado" comendo a Pipoca
Tá Calor! Pega muito gelo e coloca no copo de Coca
Tira a camiseta, o filme é curto, só uma Hora e vinte
Quadro Dourado, Um beijo Roubado do pintor Klymt
Toca o telefone, ele aproxima-se e lambe minha barriga
Desconcentrado e excitado, desligo e "Beijo e me liga"
Continuo o beijo, esqueço o filme e sento no colo dele
Puxo seu cabelo, mordo seus lábios e me pressiono nele
Abre meu botão, chupa meu peito. Puta que tezão!
Abaixa minha cueca, agarro em seus cabelos e começa a felação.
Seus olhos me olham, com cara de safado, Preciso ficar pelado.
Abro seu cinto, quero seu membro. Mãe no quarto ao lado.
Beijo forte, arranho suas costas, seu pau está latente.
Cinto difícil, Calça de botões e uma cueca florescente.
É maior o tezão, puxo-o para mim para fazer uma felação
Ereto e grande, quase engasgo, "Wow, que sensação!"
Gostosa sua boca. Gostoso seu gosto. O gosto de sua pele.
Aperta minha bunda, massageia meu pau. Começa um cunete.
Os olhos reviram, mas o ato é interrompido devido à um ruído.
Voltamos aos beijos, abraçados e deitados, o filme concluído.
Música dos créditos, Clássico em piano, Vou fazer massagem
Seus Cabelos lindos, ombros tensos, Vou tirar vantagem.
Deito sobre ele, viajo seu corpo, Minha língua o massageia
Lambuzo suas costas, pressiono a meu pau, Começa a brincadeira.
Roçando meu pau, no Sexo com roupa, de um modo Selvagem
Eu quero penetrar, e ser penetrado, Só falta a coragem.
Ânimos acalmam, meus dedos viajam, todo o seu rosto.
Já é tarde, olhando sua boca quero sentir o gosto.
Ele precisa ir embora, justo agora, que eu me acostumei.
Esse é o menino, muito fofo, que na chuva eu beijei.


Por Cláudio_DeLarge

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Darkroom - Dançando no Escuro

"Todas as cores concordam no escuro" - Francis Bacon

"Era a segunda vez que eu ia para aquela balada. A música alta, o calor, a lotação e o contínuo 'Tuntz-tuntz' deixavam-me tonto. Quando algum cara interessante olhava-me, um pequeno impulso nascia para que eu fosse dançar junto a ele, mas o medo de perder-me dos meus amigos era maior.
- Quer ir conhecer o Darkroom? - perguntou meu amigo gritando em meus ouvidos.
- O que é exatamente? - Tive de repetir duas vezes para que ele me entendesse.
- É um quarto escuro onde as pessoas fazem sexo.
- E você quer fazer sexo comigo lá? Somo amigos, A. - Respondi assustado
- Não bicha burra. Conhecemos a pessoa lá. É tudo escuro e você faz o que quiser com quem quiser lá. Só que não vê ninguem.
- Eu não quero fazer sexo com quem não conheço. Ainda mais sem ver nada.
- Vamos ficar só um pouquinho para você conhecer, saímos logo que você quiser e eu juro não soltar sua mão. - Responde o meu amigo meio alcoolizado. Eu também estava, já estava na terceira caipirinha.
Concordei e ele me puxou pelo braço. O que haveria de mais lá? Só algumas pessoas fazendo sexo. Ia até ser divertido, engraçado e eu não haveria de me preocupar, já que, como o A. disse, só participava quem quisesse.
O ambiente estava totalmente escuro, apenas com baixas luzes de celulares. E Lotado. O suor escorria pela minha testa e peitoral, estava muito calor. Passado alguns segundos, comecei a sentir várias mãos a alisarem-me. O meu peitoral saliente e barriga definida suados e sem camiseta atraiam três ou quatro mãos. Dois braços de pessoas diferentes me entrelaçavam. Para meu alivio, era só retirar cada mão e braço de meu corpo com minhas próprias mãos que desvencilhavam-se. Os participantes entendiam o recado.
Ao olhar para frente, meu amigo A. estava beijando um homem na parede. Não consegui visualizar seu rosto, mas percebi que masturbava-se enquanto, com a outra mão, massageava a bunda de meu amigo. Sua mão desvencilhou-se de mim e o homem prensou-o contra a parede. Entrei em desespero. A luz que indicava a saída estava distante e a lotação dificultava minha locomoção. As mãos começaram a alisar-me novamente e a bebida combinada com o medo deixaram-me imóvel. Uma vontade de chorar cresceu e uma pontada forte na garganta logo foi esquecida ao sentir uma mão massagear meu pau. Ao abrir os olhos, a meia luz de algum celular próxima facilitava a visualização de um menino da minha altura, cabeça raspada e uma barriga incrivelmente definida. Sua boca veio em minha direção e sua lingua exploru minha boca por um milésimo de segundo. Um enjôo subiu pela minha garganta, e afastei-me dele tentando disfarçar uma crise de tosse devido ao enjôo. As tosses doiam o baço. Tosses de um vômito que não vinha. O menino pegou-me pelos cabelos e fez com que eu ajoelha-se. Estava tonto, enjoado, com o raciocínio lento devido a bebida. Com a visão acostumada e focos de luz de celulares presentes, conseguia ver sexo anal envolto de homens masturbando-se, ao lado de movimentos violentos de cabeças produzindo sexo oral. Cheiro forte de sexo.
Desabotoando a calça, consegui ver nitidamente seu obliquo definido terminando em inúmeros pelos pubianos. Um crise de tosse veio com uma violencia que não pude disfarçar. Minha boca encheu-se de água e cuspi esperando o vômito. Levantei e empurrei o menino, agora sem calças e com o pau na mão aguardando. Andei empurrando corpos que quase não moviam-se de tão lotado. Uma eternidade até chegar a luz. Já no banheiro, lavei o rosto. Ao me olhar no espelho, meus olhos estavam vermelhos e meus cabelos despenteados. Um box liberou-se e tranquei-me nele. Finalmente o vômito veio. Eu estava leve, seguro e completamente sujo."

O Darkroom é um quarto com pouca ou nenhuma iluminação, existentes em boates ou saunas.
Sua finalidade é exclusivamente erótica e sexual onde, devido a pouca iluminação, faz com que os anônimos reduzam suas inibições. Os darkroom's, começaram a aparecer a partir da década de 70 em várias boates gays nos Estados Unidos, mas a sua 'idéia' é muito antiga, presente em inúmeros recintos e festas na antiguidade grega, junto com os bacanais e salas de Banho. Até mesmo Alvares de Azevedo em seu livro "Noites na Taverna" escreve sobre as tavernas, típicos darkroon's onde o protagonista faz sexo com uma mulher e, posteriormente, descobre que esta mulher era a sua própria irmã.

O causo acima ocorreu há mais de um ano e, mesmo pelo contexto, não é necessariamente uma crítica negativa aos DarkRoom's. Todos levamos, internamente, várias necessidade e desejos que, muitas vezes, causam medos em nós próprios. Fetishes, vontades sexuais, ver-se livres de julgamentos, padrões estéticos, sexo fácil, avaliação de desempenho sexual tem uma solução: O sexo no escuro. Os olhos não vêem os dedos que apontam. O único problema é a falta de preservação nestes quartos escuros. Existes AIDS e tambem existem os aidéticos diagnosticados como "Perversos", os quais sentem prazer ao infectar e destruir o outro. É o 'não ser julgado' e a facilidade do aidético conseguir sexo bareback. Sua solução é o escuro. O escritor Marquês de Sade ("Filosofia na Alcova" e "120 em Sodoma"), afirma que a realização do desejo é a maior finalidade humana, chegando ao seu ápice por meio do aniquilamento do outro, lenvando às ultimas consequências.

Não sou contra o ambiente em questão, cada um faz do corpo o que achar melhor e a satisfaçao sexual difere-se de pessoa a pessoa. Eu não sou adepto, tenho pavor de aglomerados de desconhecidos, doenças e escuro. Sexo é a coisa mais fácil de se conseguir e, sem querer ser convencido, poderia transar com um por dia com variadas caracteristicas, ou seja, o escuro não me convém. Não que os adeptos o façam por isso. Há N Motivos. Alguns de meus amigos, muito bonitos, freqüentam bastante inclusive. No sábado fui a uma balada e fiquei esperando três amigos meus no corredor de entrada. O engraçado é que, enquanto eu esperava, meu ex-namorado encontrou-me e conversamos um pouco. Um amigo dele puxou-o para dentro do dark para 'caçarem'. Senti uma sensação bem estranha, mas que divirtam-se. E qual é o problema? Segundo Arnaldo Jabor, a não caretice dos Gays que incomoda. A não hipocrisia e a vontade de fazer o que querem, como querem. É um cú, é meu. E não venha me dizer que o cu não foi feito para ser dado. A boca também 'não foi feita' para chupar e nem por isso os heteros boçais não praticam o sexo oral.

De qualquer forma, ainda prefiro um sexo na cama, com música (Violenta ou não, hehe!) , com conhecidos e, de preferência, com as luzes acesas.

Arnaldo Jabor - 26/10/2009


Por Cláudio_DeLarge

sábado, 31 de outubro de 2009

DogVille II - A Puta Hipocrisia da UNIBAN ABC

"Quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las." (Madre Teresa de Calcutá)

O incidente ocorrido na UNIBAN de São Bernardo do Campo levantou inúmeros debates entre meus amigos. No ultimo dia 22, uma aluna da UNIBAN do ABC foi humilhada e quase estuprada pelos colegas universi-otários devido a um vestido muito curto. A mesma teve de ser escoltada por doze PM's vestindo um jaleco , ao meio de insultos e um coral de "Puta! Puta! Puta!".

O ocorrido remete a três idéias fundamentais: Hipocrisia, Liberdade de Expressão e um Ambiente acadêmico lotado de indivíduos com mentalidade de ensino fundamental. Darei a minha cara para bater, mas TODOS os alunos da UNIBAN ABC são ignorantes, tantos os envolvidos como os que tanto 'criticam' o ocorrido. Os envolvidos são ignorantes, pois comprovaram que a universidade não é mais freqüentada por cabeças-abertas interessados no conhecimento e sabedoria.Isto tampem é culpa da própria universidade, que no intuito que conquistar alunos (Lê-se Clientes) transformam-se em meros cursos técnicos, onde o diploma universitário está desvalorizando-se cada vez mais. Porém, na linha de frente da auto-desmoralização e burrice encontram-se ainda os moleques que decidiram reviver sua época de crescimento dos pentelhos. Ameaças de estupro coletivo eram gritadas. Ameaça esta, imperdoável entre os próprios detentos, co
nsiderada uma das maiores violações dos direitos humanos. Para os que não estavam envolvidos, o preconceito e falso moralismo e duplo. Na comunidade do Orkut, os membros diziam "Bando de putas e viadinhos", "Faculdade lotada de Gays", "Se fosse um homem, os bibas unibambis estariam todos gritando". Os "Críticos" apontam que um dos motivos pelo quase linchamento, foi devido aos envolvidos serem 'gays enrustidos'. Ignorância por todos os lados.

"Sexo", o grande tabu e o atrativo da sociedade. Mesmo sendo um terreno propício para a sexualidade onde muitos transam, querem transar ou dizem que transam, no dia 22 de outubro só havia uma "Puta" na UNIBAN, rodeada de estudantes virgens, puritanos e comportados. É até perdoável, já que o costume de utilizar uniformes no ensino fundamental contrapôs-se ao vertido rosa curto. O costume e a mentalidade acompanharam e, segundo o próprio secretário-geral da Unidade, afirmou que "Ela Merecia, Ela provocou", já que vestia trajes inadequados. Uma amiga minha, a Natália, afirmou que a menina provocou, pois a universidade não era um ambiente a se utilizar uma roupa daquelas e a mesma estava propícia a sofrer retaliações de um público "discordante".

Amigos, há uma idéia chamada "Liberdade de Expressão". Independente do local onde você esteja, o direito de expressar-se da maneira como achar mais conveniente é único. Na minha adolescência, freqüentava a Rua Augusta com alguns amigos. Certa vez, presenciamos dois Skin Heads descerem da moto e espancarem duas travestis para, logo em seguida, irem embora sem maiores explicações. As travestis "procuraram" ser espancadas apenas por freqüentarem um ambiente de extrema diversidade? É mais correto nos policiarmos a fim de amenizar o que os outros vão pensar? É correto ou justificavel violarmos o direito dos outros pelo que fazem das próprias vidas?

O fundamento da liberdade de expressão é o respeito. E é esta falta de, que faz com que o Brasil seja a décima economia com o 75° desenvolvimento humano. É a liberdade de se expressar, pensar e vestir que fundamenta a democracia e o respeito. Torceremos para que nenhuma menina mais use decore, pois a UNIBAN ABC instaurou a moral, bons costumes e conservadorismo no Brasil. Puta! Puta Hipocrisia. E não adianta apontar-me o dedo, porque você será apontado tambem.

Os hipócritas são como as tâmaras: o doce está fora, o mel nas palavras e o duro lá dentro, na alma." (Mateo Alemán)
Por Cláudio_DeLarge

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

DogVille - A Hipocrisia Sexual (Resposta)

"Me abster de sexo? Então para que servira este meu corpo tão perfeito?" - Arnold Schwarzenegger

Primeiramente, vamos entender o significado da palavra HIPOCRISIA.

Hipocrisia: Afetação de virtude e/ou sentimento que não se tem. É criticar uma determinada idéia ou ação a qual está vinculada na própria pessoa que a crítica.

No Post anterior recebi um comentário de um leitor "Decepcionado" e de um outro sugerindo a utilização de personagens a fim de não me expor. Entendo e agradeço a sugestão do primeiro, mas e o "Decepcionado"? Realmente ainda não entendi.
Se você é um indivíduo que não transa com frequência ou facilmente, é considerado ultrapassado, inseguro, donzela, virgenzinho, lúdico ou 'crente do bumbum quente. Se faz MUITO sexo, independente do parceiro, é uma puta, viadinho, doente, promíscuo e que não se dá o devido valor.
Os grandes conhecedores de culinária, esporte, economia e cultura são enaltecidos como intelectuais. Ter vivência e conhecimento sobre cinema, música, biologia e política torna-os inteligente. Menos com o Sexo. Glorinha Calil escreveu um livro sobre etiqueta e moda, algo que atinge pouquíssima parcela da população brasileira, e é elogiada e considerada
exemplo a ser seguido (Por quem? Pesquisa feita pelo CBIC mostra que 46% dos brasileiros empregados ganham cerca de um salário mínimo, R$ 465), enquanto Bruna Surfistinha foi criticada e, mesmo deixado a antiga profissão, ainda é chamada de "Puta".
O contraditório (ou não) disso tudo é que enquanto Glorinha Kalil vendeu cerca de 250 mil cópias com seus quatro livros (Chic, Chic Homem, Alô Chics e Chic[érrimo]), Bruna surfistinha vendeu mais de 400 mil cópias com três de livros lançados (O Doce Veneno do Escorpião, Na Cama com Bruna Surfistinha e O que Aprendi com Bruna Surfistinha). Estranha esta vergonha moralista e imaturidade na hora de falar de sexo.

Uma pergunta Óbvia: Quem aqui já assistiu um comercial de cerveja? Todos, obviamente. Qual o seu tema central? Homens normais (Estranhamente sem a barriga de chopp e o dominó) ao lado de mulheres gostosas, lindas, semi-nuas e com um tremendo calor. A Imagem da mulher como um produto. Em contrapartida, estes comerciais continuam a circular. Há pouco tempo atrás, um comercial das Havaianas foi tirado do ar pela própria empresa devido a inúmeras relamações com a palavra "Sexo".Comercial criativo, mas nasce outra pergunta: E se fosse um neto e um Avô conversando, e aparecesse a Karina Bacchi, por exemplo? Seria retirado?

Comercial Havaianas "Avó", com Cauã Reymond

Remake/Retratação - Comercial Havaianas "Avó", com Cauã Reymond

Nenhum dos fatos do meu ultimo Post foi consumado, sou tão tranquilo em relação a sexo que fui perder minha virgindade aos 19 anos (Atualmente, para quem não sabe, eu tenho 19 anos).
Não querendo ser convencido, e a modéstia também é uma vaidade escondida atrás da porta, mas vocês já viram alguma pessoa bonita, fisicamente falando, bonita de verdade, ser contra ou reclamar dos que falam de sexo? É algo meio Merengre: Por trás de todo o ataque aos que falam de sacanagem, sempre tem alguem com uma feiurinha que mal consegue esconder a frustração.
Sei que é quase impossível, mas você, se tivesse um corpo incrivelmente definido, olhos claros (ou não) e um belo rosto, não teria as mesmas atitudes das pessoas que tanto critica?

"Eu não tenho vergonha de todas as coisas que eu sonho. Já me encontrei flertando com o limite do obsceno" (Britney Spears)

Por Cláudio_DeLarge

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Confissões de um Garoto de Programa

"Virgindade: significa (uma falsidade) a pureza de não ter vontade, de estar aberto à vontade dos outros, de ser um pau mandado. A virgindade é o alisar do pau por fora, para depois se agarrar e brandir melhor por dentro." - Pedro Fonseca

23 de Outubro de 2009
Decido ir para a casa de mini-ônibus. Estava vestindo uma camiseta em gola "V" verde agarradinha, calça jeans e sandália. Resumindo, meio gay.
Conforme os minutos passavam, o mini-onibus lotava. Já estava me
sentindo uma sardinha. Finalmente o motorista decide dar partida e, ao olhar todas as pessoas que estava presentes naquele pequeno espaço, meu olhar encontra-se com o de um homem de aproximados 25 anos, alto, barba por fazer, cabelos morenos e ombros largos. Desvio rapidamente e concentro-me na musica do rádio. Sinto uma mão movimentando-se próxima a minha cintura, mas não dou muita atenção. Logo em seguida, esta mão percorre as minhas costas, próxima ao coccix, por debaixo de minha camiseta. Olho surpreso e percebo que o dono da mão boba era o homem moreno e alto. Dono dos mesmos olhos que olhavam-me sérios e penetrantes. Fico gelado, não sei se por timidez ou medo, mas a minha primeira reação foi pedir licença a mulher ao meu lado, dirigindo-me a porta de saída. Meu ponto era depois do próximo. Ao olhar para trás a procura do 'mão boba', ruborizo ao perceber que ele ainda me olhava fixamente.

22 de Outubro de 2009
Minha psicóloga seria só as 13h, então decido ir ao shopping Tatuapé almoçar.
Como meu fluxo urinário é incrivelmente rápido, decido ir ao banheiro antes de ir ao refeitório. O banheiro encontrava-se vazio exceto por mim - obviamente -, e dois caras negros. Ao entrar, percebo que os dois me seguim com os olhos. Um encontrava-se parado na entrada no ultimo box e o outro no mictório. Terminado o meu xixi, saio do box e continuo recebendo os olhares.
Sabe quando tem alguem que te olha fixamente, você percebe, mesmo com vergonha, sente uma grande vontade de olhar para pessoa tambem? Pois é, fiz isso. O homem que encontrava-se na entrada do ultimo box conversava com alguem que estava dentro do box, enquanto pegava com a mão cheia no próprio pênis. O Segundo, negro, careca, bonito e bombado, ainda encontrava-se no mictório. Percebendo o meu olhar, respondeu-o com um sorriso. Com os olhos, 'apontou' para o próprio pau.
Segui direto ao refeitório e decidi por comida chinesa.
Antes de continuar meu destino, passo novamente no banheiro a fim de aliviar-me. Mais cheio, fiquei a vontade para utilizar o mictório. Em um intervalo de dois mictórios, um homem de cabeça raspada, camiseta verde agarradinha, bermuda jeans e sandália me olhava. Terminado, lavo a mão e me olho no espelho. Percebo que ele continuava me olhando. Saio do banheiro e paro para amarrar o cadarço. Ao sentir uma presença logo atrás, levanto e vou em direção a saída do shopping. Ao olhar para trás, visualizei-o ainda a me olhar.

12 de Outubro de 2009
Outra vez o Felipe está atrasado. Já até acostumei a esperá-lo. O Único problema é que o local de espera é o segundo que mais temo: Répública. Tenho um medo incontrolável de mendigos, trombadinhas, ciganas, meliantes e afins. Sei que isso remete preconceito, mas não consigo evitar. É Sério, morro de medo. Sabendo disso, combinamos que ele desceria do carro e me pegaria na catraca do Metrô e voltariamos.
Os 30 minutos que fiquei esperando foram de várias cantadas. Não sei se era a camisa polo preta agarradinha, a qual torneava meu peitoral, mas algo fazia com que eu chamasse atenção de todos os gays que passavam. Eu, que estou longe de saber flertar, abaixava a cabeça logo que algum caçador passava e fixava os olhos em mim até o ponto que o próprio pescoço permitia.
Mexendo no celular, levanto os olhos e vejo dois adolescentes gays vindo em minha direção.
- Oi! - Pergunta o primeiro colocando a mão na cintura, um meio sorriso e levantando a sobrancelha.
- Er, oi. - Fiquei surpreso que até a minha voz engrossou.
- Você é muito lindo. Namora? - Perguntou, agora dando uma reboladinha.
Que menino direto. Sabendo de sua intenção e com o intuito de amenizar um futuro 'fora', respondi que "Sim, inclusive vou encontrá-lo agora."
- Tudo bem, eu nem ligo para isso. Qual o seu nome? Eu e meu amigo te achamos lindo. -
Olhei para o segundo menino e recebo um sorriso. Ele era bonito, mas não era do tipo que eu olharia na balada.
- Cláudio e o de vocês? - Não que eu estivesse interessado. Só queria sair correndo. Cadê o Fê que não chegava?
- André e Ewerton. Nós estamos indo para a casa dele - apontou ao segundo menino - Quer ir com agente?
Não sei se eu fiquei mais espantado com o convite ou se pela sinceridade do menino. Ele realmente estava me convidando e não me conhecia nem a cinco minutos.
- Fica tranqüilo. O Ewerton é ativo, qualquer coisa. - Sorriu
O susto foi tão grande que se os dois começassem a gritar sem motivo pela estação, eu teria ficado menos surpreso.
- Er... eu já disse que namoro - Por um milagre, o Fê chega - Olha só, ele chegou. Tchau!
Como eu amo o Fê. Nunca quis tanto que aquele negro alto, careca e bonito fosse meu namorado. Mesmo que de mentirinha.

22 de Fevereiro de 2009
Finalmente conheci o famoso "Quiosque da Chris", presente numa praia de São Vicente. Diverti-me o dia todo na água, já estava rosa de sol e com três guardanapos na mesa, cada um com o telefone de alguem que interessou-se por mim durante o dia. O Sol já estava se pondo e chamei dois amigos para um mergulho de despedida.
Aquela parte da praia encontrava-se vazia, exceto por nós três, um casal hetero e um homem. A primeira onda forte me fez esbarrar no homem. Peço desculpas e me afasto. Uma segunda me faz esbarrar novamente. Peço desculpas outra vez e recebo um sorriso. 'Moço simpatico', penso eu. Distancio-me mais ainda a fim de não causar problemas. Na onda seguinte, percebo que esbarrei novamente no mesmo homem.
- Poxa moço, desculpe. Juro que a culpa não é minha, você que está chegando perto. - Digo a ele em um tom meio infantil e logo recebo outro sorriso como resposta.
Levanto a fim de ir em direção aos meus amigos que já estavam um pouco longe, propositalmente. O homem levanta e o retorno do mar faz com que eu visse de perto o corpo incrivelmente definido e bronzeado. Um grande peitoral, uma barriga de tanquinho que terminava em uma sunga, agora a pertada. Seu pau estava duro. Não nego que fiquei excitado enquanto ele aproximava-se e colocava a mão na minha cintura. Pensei "Agora vem o beijo. Uau, ele é muito gostoso".
- Abaixa o boquinha! - Ele disse com uma voz grossa meio afetada.
Demorei miléssimos de segundos para interpretar aquela obviedade. Mas Já? Nem um "Qual o seu nome?" ou "Seu filme preferido?".
- Não, obrigado - Respondi e logo sai correndo em direção aos meus amigos. Só ouvia "Psiu, volta aqui".

23 de Novembro de 2008
- Você pode me ajudar a entender este folheto? - Perguntou o homem ao meu lado.
A sala de cinema estava cheia na exibição do filme "Another Gay Seguel: Gays Gone Wild" na 16° Festival de Cinema Mix Brasil. Um homem de aproximados 30 anos, cabelos lisos e rosto perfeito puxa conversa comigo ao ver minha camiseta do "Laranja Mecânica".
Ainda nos trailers, o assunto sobre filmes antigos suecos recebe uma pausa inesperada e ele logo me puxa delicadamente, e me beija. O corpo dele era incrivel. Minha mão viajava pelo torax, costas e barriga durinhos. Ainda nos beijando, ele pega na minha mão e pressiona-a sobre o próprio pau. Desvencilho-me logo em seguida e começo a assistir o filme.

Tudo aqui acontece rápido demais

Ok, confesso a vocês que não sou nenhum puritano, mas ainda fico surpreso como as coisas acontecem rápido no mundo sexual homossexual. Não quero especificar certas atitudes pela orientação sexual, mas pelas conversas que tenho com minhas amigas heteros, nenhuma compara-se a algumas das experiências que vivo. Atualmente elas vêm acontecendo numa absurda freqüência. Ou eu estou mais bonito que nunca ou seja culpa das roupas mais gays que venho usando. Tanto faz, a resposta que me deixa tenso:
A) Estou incrivelmente atrasado sexualmente
B) Essas atitudes são comuns e eu ando 'comportadinho' demais.
C) Essas atitudes não são comuns, eu que tenho cara de facinho mesmo.

"Sexo casual destrói o respeito próprio. Algumas pessoas usam-no para se sentirem melhor, mas a realidade é que só lhes destrói a vida. Eu vi isso por mim própria, e por isso mesmo é que nunca me senti à vontade com a promiscuidade." (Mariah Carey)