"Virgindade: significa (uma falsidade) a pureza de não ter vontade, de estar aberto à vontade dos outros, de ser um pau mandado. A virgindade é o alisar do pau por fora, para depois se agarrar e brandir melhor por dentro." - Pedro Fonseca
23 de Outubro de 2009
Decido ir para a casa de mini-ônibus. Estava vestindo uma camiseta em gola "V" verde agarradinha, calça jeans e sandália. Resumindo, meio gay.

Conforme os minutos passavam, o mini-onibus lotava. Já estava me
sentindo uma sardinha. Finalmente o motorista decide dar partida e, ao olhar todas as pessoas que estava presentes naquele pequeno espaço, meu olhar encontra-se com o de um homem de aproximados 25 anos, alto, barba por fazer, cabelos morenos e ombros largos. Desvio rapidamente e concentro-me na musica do rádio. Sinto uma mão movimentando-se próxima a minha cintura, mas não dou muita atenção. Logo em seguida, esta mão percorre as minhas costas, próxima ao coccix, por debaixo de minha camiseta. Olho surpreso e percebo que o dono da mão boba era o homem moreno e alto. Dono dos mesmos olhos que olhavam-me sérios e penetrantes. Fico gelado, não sei se por timidez ou medo, mas a minha primeira reação foi pedir licença a mulher ao meu lado, dirigindo-me a porta de saída. Meu ponto era depois do próximo. Ao olhar para trás a procura do 'mão boba', ruborizo ao perceber que ele ainda me olhava fixamente.
22 de Outubro de 2009
Minha psicóloga seria só as 13h, então decido ir ao shopping Tatuapé almoçar.
Como meu fluxo urinário é incrivelmente rápido, decido ir ao banheiro antes de ir ao refeitório. O banheiro encontrava-se vazio exceto por mim - obviamente -, e dois caras negros. Ao entrar, percebo que os dois me seguim com os olhos. Um encontrava-se parado na entrada no ultimo box e o outro no mictório. Terminado o meu xixi, saio do box e continuo recebendo os olhares.

Sabe quando tem alguem que te olha fixamente, você percebe, mesmo com vergonha, sente uma grande vontade de olhar para pessoa tambem? Pois é, fiz isso. O homem que encontrava-se na entrada do ultimo box conversava com alguem que estava dentro do box, enquanto pegava com a mão cheia no próprio pênis. O Segundo, negro, careca, bonito e bombado, ainda encontrava-se no mictório. Percebendo o meu olhar, respondeu-o com um sorriso. Com os olhos, 'apontou' para o próprio pau.
Segui direto ao refeitório e decidi por comida chinesa.
Antes de continuar meu destino, passo novamente no banheiro a fim de aliviar-me. Mais cheio, fiquei a vontade para utilizar o mictório. Em um intervalo de dois mictórios, um homem de cabeça raspada, camiseta verde agarradinha, bermuda jeans e sandália me olhava. Terminado, lavo a mão e me olho no espelho. Percebo que ele continuava me olhando. Saio do banheiro e paro para amarrar o cadarço. Ao sentir uma presença logo atrás, levanto e vou em direção a saída do shopping. Ao olhar para trás, visualizei-o ainda a me olhar.
12 de Outubro de 2009
Outra vez o Felipe está atrasado. Já até acostumei a esperá-lo. O Único problema é que o local de espera é o segundo que mais temo: Répública. Tenho um medo incontrolável de mendigos, trombadinhas, ciganas, meliantes e afins. Sei que isso remete preconceito, mas não consigo evitar. É Sério, morro de medo. Sabendo disso, combinamos que ele desceria do carro e me pegaria na catraca do Metrô e voltariamos.
Os 30 minutos que fiquei esperando foram de várias cantadas. Não sei se era a camisa polo preta agarradinha, a qual torneava meu peitoral, mas algo fazia com que eu chamasse atenção de todos os gays que passavam. Eu, que estou longe de saber flertar, abaixava a cabeça logo que algum caçador passava e fixava os olhos em mim até o ponto que o próprio pescoço permitia.
Mexendo no celular, levanto os olhos e vejo dois adolescentes gays vindo em minha direção.
- Oi! - Pergunta o primeiro colocando a mão na cintura, um meio sorriso e levantando a sobrancelha.
- Er, oi. - Fiquei surpreso que até a minha voz engrossou.
- Você é muito lindo. Namora? - Perguntou, agora dando uma reboladinha.
Que menino direto. Sabendo de sua intenção e com o intuito de amenizar um futuro 'fora', respondi que "Sim, inclusive vou encontrá-lo agora."
- Tudo bem, eu nem ligo para isso. Qual o seu nome? Eu e meu amigo te achamos lindo. -
Olhei para o segundo menino e recebo um sorriso. Ele era bonito, mas não era do tipo que eu olharia na balada.
- Cláudio e o de vocês? - Não que eu estivesse interessado. Só queria sair correndo. Cadê o Fê que não chegava?
- André e Ewerton. Nós estamos indo para a casa dele - apontou ao segundo menino - Quer ir com agente?
Não sei se eu fiquei mais espantado com o convite ou se pela sinceridade do menino. Ele realmente estava me convidando e não me conhecia nem a cinco minutos.
- Fica tranqüilo. O Ewerton é ativo, qualquer coisa. - Sorriu
O susto foi tão grande que se os dois começassem a gritar sem motivo pela estação, eu teria ficado menos surpreso.
- Er... eu já disse que namoro - Por um milagre, o Fê chega - Olha só, ele chegou. Tchau!
Como eu amo o Fê. Nunca quis tanto que aquele negro alto, careca e bonito fosse meu namorado. Mesmo que de mentirinha.
22 de Fevereiro de 2009
Finalmente conheci o famoso "Quiosque da Chris", presente numa praia de São Vicente. Diverti-me o dia todo na água, já estava rosa de sol e com três guardanapos na mesa, cada um com o telefone de alguem que interessou-se por mim durante o dia. O Sol já estava se pondo e chamei dois amigos para um mergulho de despedida.

Aquela parte da praia encontrava-se vazia, exceto por nós três, um casal hetero e um homem. A primeira onda forte me fez esbarrar no homem. Peço desculpas e me afasto. Uma segunda me faz esbarrar novamente. Peço desculpas outra vez e recebo um sorriso. 'Moço simpatico', penso eu. Distancio-me mais ainda a fim de não causar problemas. Na onda seguinte, percebo que esbarrei novamente no mesmo homem.
- Poxa moço, desculpe. Juro que a culpa não é minha, você que está chegando perto. - Digo a ele em um tom meio infantil e logo recebo outro sorriso como resposta.
Levanto a fim de ir em direção aos meus amigos que já estavam um pouco longe, propositalmente. O homem levanta e o retorno do mar faz com que eu visse de perto o corpo incrivelmente definido e bronzeado. Um grande peitoral, uma barriga de tanquinho que terminava em uma sunga, agora a pertada. Seu pau estava duro. Não nego que fiquei excitado enquanto ele aproximava-se e colocava a mão na minha cintura. Pensei "Agora vem o beijo. Uau, ele é muito gostoso".
- Abaixa o boquinha! - Ele disse com uma voz grossa meio afetada.
Demorei miléssimos de segundos para interpretar aquela obviedade. Mas Já? Nem um "Qual o seu nome?" ou "Seu filme preferido?".
- Não, obrigado - Respondi e logo sai correndo em direção aos meus amigos. Só ouvia "Psiu, volta aqui".
23 de Novembro de 2008
- Você pode me ajudar a entender este folheto? - Perguntou o homem ao meu lado.

A sala de cinema estava cheia na exibição do filme "Another Gay Seguel: Gays Gone Wild" na 16° Festival de Cinema Mix Brasil. Um homem de aproximados 30 anos, cabelos lisos e rosto perfeito puxa conversa comigo ao ver minha camiseta do "Laranja Mecânica".
Ainda nos trailers, o assunto sobre filmes antigos suecos recebe uma pausa inesperada e ele logo me puxa delicadamente, e me beija. O corpo dele era incrivel. Minha mão viajava pelo torax, costas e barriga durinhos. Ainda nos beijando, ele pega na minha mão e pressiona-a sobre o próprio pau. Desvencilho-me logo em seguida e começo a assistir o filme.
Tudo aqui acontece rápido demais
Ok, confesso a vocês que não sou nenhum puritano, mas ainda fico surpreso como as coisas acontecem rápido no mundo sexual homossexual. Não quero especificar certas atitudes pela orientação sexual, mas pelas conversas que tenho com minhas amigas heteros, nenhuma compara-se a algumas das experiências que vivo. Atualmente elas vêm acontecendo numa absurda freqüência. Ou eu estou mais bonito que nunca ou seja culpa das roupas mais gays que venho usando. Tanto faz, a resposta que me deixa tenso:
A) Estou incrivelmente atrasado sexualmente
B) Essas atitudes são comuns e eu ando 'comportadinho' demais.
C) Essas atitudes não são comuns, eu que tenho cara de facinho mesmo.
"Sexo casual destrói o respeito próprio. Algumas pessoas usam-no para se sentirem melhor, mas a realidade é que só lhes destrói a vida. Eu vi isso por mim própria, e por isso mesmo é que nunca me senti à vontade com a promiscuidade." (Mariah Carey)