sábado, 14 de maio de 2011

Descabelo

Esse meu descabelo, descabelado e desnorteado num desalinho descompromissado.
Sugeriu num instante, uma estranha inconstância, inconsistente histeria mansa.
São fios de auto-estima, que me anima, esquenta o clima de pantomima.
Onduladas obstinações obsessivas que são o óbito da minha já obsoleta obnubilação.

Cisão de minhas cismas. Nasce um cisne sem cizânia consigo mesmo.
Nem mais me rejeito. Só me aceito desse jeito, perdendo meu freio sem receio.
Agora me sinto mais bonito e erudito. Com um sorriso infinito e irrestrito.
Um novelo cheio de zêlo. Ah, esse meu belo cabelo de modelo. Felicidade em tê-lo.



2 comentários:

Cláudio DeLarge disse...

Esse poeminha que fiz faz uma alusão ao meu cabelo (É, isso deu para perceber).
Por que a estranha importancia que dou ao meu cabelo atualmente? Responder-lhes-ei. Por que ele me resume agora. Nada mais é do que a personificação de minha personalidade. Ondulada, inconstante e desalinhada. Dando voltas e voltas. Vou explicar: Antes, eu fazia chapinha a fim de arrepiá-lo e deixava-o louro claro. Simbologicamente eu forçava a minha personalidade negando minhas ondulações e desalinhos e, não obstante, descoloria-me.
Agora aceito-me, não rejeito-me...

Viagem, né? haha!

Anônimo disse...

Fofo