Think of me in the depths of your despair
- Adele
Adele é uma cantora britânica que ficou famosa graças a suas demos no MySpace. Seu primeiro album, intitulado "19", foi inspirado na idade que tinha quando escreveu as canções que o compõe. Seu segundo album, "21", a popularizou internacionalmente e tornou Adele a primeira artista a alcançar, ainda viva, uma canção e um álbum como n°1 ao mesmo tempo na Inglaterra desde Os Beatles em 1964. Utilizando de músicas romanticas que gritam por amor em suas dores e delícias - mais dores -, Adele reuniu em menos de dois anos, uma legião de fãs que identificam-se com suas canções tão intensas, melancolicas, carentes, sem auto-estima nenhuma e chatas... assim como ela.
Logo no início do album, temos uma música chamada "Best for Last", na qual ela diz ao objeto de desejo "I'm taking these chances / And getting away / And though I'm trying / My hardest you go back to her" (Eu estou usando essas chances que estão indo embora. E embora eu esteja tentando o máximo que consigo, você volta para ela) e continua com um "Seems I love the things you do, Like the meaner you treat me. The more eager I am to persist." (Aparentemente, amo as coisas que você faz, porém quanto pior você me trata, mais eu fico persistente). Porra, cadê a auto-estima dessa mulher? O pior é que a música termina com um "Eu ainda quero ser a única para você e você ser o único para mim" e ainda tem auto-mutilação emocional o album inteiro. Na música "My Same", ela diz que não conheceria a própria personalidade se não fosse ele. "Ele", o cara que, na música "Cold Sholder", ela quase agradece pela indiferença e deseja ser a 'outra' mulher dele. Alias, o album inteiro ela mostra-se uma chata insistente e melodramática que não para de encher o saco do ex-namorado que já está há muito tempo com uma mulher muito mais legal, independente e divertida que ela.
E no album "21" a coisa não muda. Nas três músicas mais famosas "Rolling in the deep", "Turning Tables" e "Someone Like You", ela fala respectivamente:
- como uma LHOUCA, dizendo, indignada, que o relacionamento deles acabou mesmo eles podendo ter tudo. Por isso ela espera que a cabeça dele queime de desespero por culpa de tê-la deixado (quase uma psicopata)
- como uma LHOUCA, ela o responsabiliza pelas diversas separações e retornos insinuando que ele só voltava para ter o prazer de machucá-la (quase uma maniaca-depressiva que acha que é vítima de tudo)
- como uma LHOUCA, ela diz que descobriu que agora "Ele" está amando e estabilizado com outra garota. Diz que mesmo sem ser convidada, gostaria de dizer o quanto está feliz por ele, que não o esqueceu e que encontrará alguem como "Ele". (Aposto que Adele tem um Mandato judicial proibindo-a de ficar menos que 100m de distancia de seus ex's)
Também admito que Adele tem uma incrível voz - Essas gordinhas, negras e mulheres de nariz torto são poderosissimas com suas vozes -, mas sua popularidade deu-se pela identificação do público com suas músicas igualmente melodramáticas, chorosas, sem auto-estima e que fazem tanto os cornos quanto os que levaram um pé-na-bunda, sentirem-se vítimas em um relacionamento o qual foram incapazes de dar continuidade por serem carentes demais. Eu não sou um exemplo de relacionamentos amorosos, mas pelo menos canalizo minha carência afetiva e amorosa de maneira inteligente e madura, sem ficar sofrendo feito um besta. Essa Adele e seus fãs têm é que fazer uma faculdade e parar de ser chatos. Ou sejam lhoucos mais legais, tipo a Alanis Morissete.
Portanto, se você é um fã chatinho de Adele, trate de ser interessante em algum aspecto, por que só assim você terá salvação. Em minha ultima aula de dança, meu professor e/ou amor platônico - espero que ele nunca leia esse blog - colocou Adele para o nosso aquecimento. Fiquei com medo dele no começo, mas logo em seguida me perdi nos seus cachos e esqueci tudo o que disse nesse texto sobre Adele. Falando nisso, já ouviram "Daydreamer", dela?
ADELE - DAYDREAMER
