sábado, 26 de junho de 2010

About Love

- Amor tens por mim? Sei que direis que "Sim" e em vossa palavra eu hei de crer. Porém, se o fosse necessário jurar, por ventura, falso o provaríeis. Oh, gentil Romeu, se me amas, proclamai-o com sinceridade.
- Dama minha, oh Julieta! Eu juro por essa lua abençoada que de prateado adorna e embeleza as copas dest'árvores frutíferas.
- Oh, não jureis pela lua. Esta inconstante lua que em seu contorno circular muda todos os meses. Não haja de vosso amor provar-se-a assim tão mutável.
- Então pelo que posso jurar?
- Não jures nada, ou, se quiserdes, jure por ti mesmo, por tua nobre pessoa, que és o objeto de minha idolatria. Assim, te creio.
- És de todo o meu coração... de minha respiração... de meu amor...
- Não jureis. Embora com total alegria concebo este contrato de amor, confundo-me frente a aliança desta noite. És impetuosa, demasiada imprudente e demasiada súbita. Assim como um relâmpago que deixa de sê-lo antes mesmo que possamos dizer 'Ei-lo brilhou!'. Boa Noite!
- Vai-te embora? Por que me deixais assim insatisfeito?
- Oras, que satisfação quereis haverdes esta noite?
- A troca de vossa fiel promessa de amor pela minha.
- A minha fiel promessa de amor já vos dei antes mesmo de a pedirdes. É sua. [...]"
Trecho simplificado de "Romeu e Julieta", Sheakespeare


Querias eu, tanto, poder escrever sobre Amor. Nunca senti a irracionalidade que é o amor e a dor que o mesmo provoca. O amor é o fogo que arde sem se ver, e o meu coração sempre mostrou-se dorminhoco. Se é fogo, desejaria transformar meu coração em um bule. Bule este que ferve um sangue em ebulição, onde a saída do vapor seria a minha boca em um beijo apaixonado. Em meu devaneio amoroso e solitário, imagino um perfeito beijo. Beijo este que iniciar-se-a do olhar. Meu olhar viajará, então, por cada detalhe e desenho da íris do meu possível amado e amante. Contará seus cílios ondulados, fazendo-me sentir minha pele desgrudar-se de meus ossos. A ponta de meu indicador passear-se-a  pelo contorno da maçã do rosto rosada, contornando  o lóbulo da orelha e terminando nos cabelos. Durante esta viagem, meu cérebro confundir-se-a com uma metralhadora de sensações. O som do meu coração será o único a inundar o silêncio que se fará ao meu redor. Meu rosto aproximar-se-a e a ponta de meu nariz, inicialmente, passeará pelo rosto de meu amado, onde meus lábios tocarão partes desta minha perdição, este rosto, numa comedida e contida intenção. A ponta do meu nariz contornará teu nariz. Meus olhos fechar-se-ão e eu terei de respirar profundamente. Primeiro, para ver se esta sensação aparentemente palpável também odor possui. Segundo, para recuperar o fôlego na respiração invariável que me atingirdes. Minhas mãos então, segurar-te-ão o rosto como se fosse a mais frágil criatura existente e, que de meu cuidado, dependesse a vida. E, cuidadosamente e sedento, beijo-lhe os lábios, num sugar de vida vital e incondicional. Onde eu esqueça de minha existência, embora fazer-me-a sentir mais vivo que nunca. 

"A coisa mais importante que se deve aprender é amar e em troca, amado ser." - Frase do filme Moulin Rouge

Por Cláudio_DeLarge
Hoje eu assisti Moulin Rouge seguido de Romeu e Julieta. Não há coração que aguente.

domingo, 20 de junho de 2010

Os Deficientes

"O Que Pedro diz sobre Paulo, diz muito mais sobre Pedro, do que sobre Paulo" - Jung

Aula de Fotografia durante a entrega de trabalhos. Os alunos dirigiam-se ao professor com os seus respectivos pen-drives a fim de passar-lhe o trabalho de fotografia. Eu já havia entregado o meu e, enquanto eu esperava os outros alunos apresentarem rapidamente seus respectivos trabalhos ao professor, fiquei conversando com uma colega de sala. Ela possui gagueira e aparência levemente deficiente. É interessada, simpática e comunicativa. Durante a aula, quando quer fazer algum comentário da matéria, os outros alunos mostram uma evidente impaciência e começam a conversar entre si.

Sempre tive mais facilidade na interação com as mulheres. Sou pavorosamente tímido no começo, mas muito comunicativo e sempre rodeado de amigos. Enquanto converso, tenho a mania de tocar no receptor. Mexo nas mãos ou nos cabelos. Bagunço-os, faço massagem ou carinho. Tudo inconscientemente e durante a conversa. Com essa minha colega, não foi diferente. Conversávamos de diversos assuntos, enquanto isso, bagunçava o cabelo dela e o meu. Tirava fotos, fazia cosquinhas, levantava a lapela do casaco. Tudo com a maior naturalidade e normalidade possível. Após alguns minutos recebo uma mensagem do Rafael, meu amigo: "Para com isso, você está nos assustando." Quando olho para a minha 'panelinha', eles me olham com olhar de reprovação e apontam para um lado da sala. Ao olhar, os outros estavam rindo.

Arrumo a minha amiga e vou em direção a panelinha.
- O que houve? - pergunto confuso
- Você está zuando a Alessandra frenta toda a sala. - responde minha amiga Vanessa
- Claro que não, eu tô brincando com ela assim como brinco com você. Eu não brinco assim com você, Vans?
- Sim, Brinca, mas nós te conhecemos e sabemos que você não faz por mal. Já a sala toda não pensa dessa forma. Eles estão rindo Dela, não Com ela.

Ontem a Alessandra me ligou para explicar um acontecimento referente a mensalidade da faculdade. No término do assunto ela agradeceu-me por tratá-la de um jeito que ninguém tratou-a. Disse-me que ela sentia-se bem por fazer parte de mim.
- Você parece que tem açucar, Cláudio, todos querem estar ao seu redor. Comigo não é assim, parece que eu sou fedida - e termina a frase não com tristeza, mas com uma gargalhada alta e gostosa.

O acontecimento da aula de fotografia fez-me pensar muitas coisas. Muitas vezes mostramo-nos complacentes com a diferença alheia. Solidários com a deficiência próxima. O próprio termo "Deficiente" já é feio:  Ausência ou disfunção de eficiência. Concordo que temos de ser complacentes com a diferença, mas não podemos resumir as pessoas a ela. Tratei a Alessandra da forma como trataria qualquer um, de forma natural. Vi a Alessandra além da gagueira e ela mostrou-se à mim muito mais a 'Alessandra' do que à qualquer outro. O problema nos olhos alheios não era eu descabelar uma mulher, mas eu descabelar uma mulher "deficiente". Por isso escolhi a frase de Jung para iniciar este post. Eles, julgadores, zuariam a Alessandra, e utilizaram-me como filtro. Alguns indignaram-se, mas como todo julgamento parte da interioridade do proprio julgador, muitos julgaram a si mesmo naquele momento, apenas não perceberam.
Quem eram os deficientes naquele momento?

"SSSTUTTER" - Curta-metragem sobre gagueira produzido por estudantes da Vancouver Film School.

"Caso você encontre alguém que tenha gagueira, apenas seja paciente e exercite um pouco sua compreensão com alguém que é apenas um pouco diferente." - Hannah
Por Cláudio _DeLarge

Eu sou o Outro

Nos Quem Sou Eu do Orkut ou nos discursos clichês e pobres falados por aê, os indivíduos mostram-se "originais" ou de personalidades únicas. "Sou o que sou e não o que dizem", "Foda-se a sua opinião sobre mim", "As Criticas não me abalam e os elogios não me elevam". Essas frases pobres também podem ser faladas ou expressadas de um modo mais pedante. Comunidades de músicas folk, Cinemas Europeu ou psicanalistas famosos tambem são um exemplo. Muitos afirmam a própria personalidade como unica. Consideram-se 'Coringas', mas por quê? O que as faz pensar que não necessitam do outro para formar a própria personalidade? Somos o Outro. Até o fato de eu não querer ser como você, já faz a minha personalidade formar-se à partir de você. Você é o meu "Não Ser".

René Descartes marcou a filosofia moderna com uma frase muita conhecida: "Eu penso, Eu sou". Logo, deriva da interpretação de que eu sou uma coisa que pensa. O Outro é um produto do meu pensamento. Se o meu pensamento é parte do meu Eu Sou, logo O Outro é uma parte de mim. Sempre concebo O Outro através de minha interioridade, o que faz com que O Outro seja algo de minha criação, ou seja, eu mesmo. Isto não ocorre apenas em nossa interioridade, mas tambem em nossa exterioridade: "O Inferno São os Outros", disse Jean-Paul Sartre. Nossa consciência percebe-se no ato de perceber os outros. Díficil? Serei mais simples: Nós só podemos constatar que existimos através do outro. Vou dar um exemplo de algo que aconteceu comigo ontem: Reunimo-nos eu e três amigas minhas, Nayara, Natália e Katerine. Para matar as saudades, assistimos videos que gravamos à cerca de dez anos atrás, na época do ginásio. O Primeiro video assistido era o de um amigo secreto. A Nayara, que estava no video, não lembrava deste dia, perdeu-o completamente na memória. Já a Katerine lembrava-se deste dia como se fosse ante-ontem. Ou seja, a Katerine é a "prova" e constatação que a Nayara existia nesta época. Época esta que nem mesmo a Nayara lembrava-se da existência.


"...o outro me olha e, como tal, detém o segredo de meu ser e sabe o que sou; assim, o sentido profundo de meu ser acha-se fora de mim, aprisionado em uma ausência; o outro leva vantagem sobre mim / Sou experiência do outro: eis o fato originário." (SARTRE,1999, p. 453)

As frases famosas acima se comprovam e, ao mesmo tempo, se diferenciam. Enquanto Descartes afirma a existência do Outro através do nosso Eu - O Outro é um produto do meu pensamento - Sartre afirma que é através do Outro que existimos. O Outro é o Inferno, por isso a relação é sempre conflituosa. Conflituosa, digo, por que implica posse. O Outro Possui-me por que ele esculpi-me e me vê de um jeito que eu mesmo jamais me verei e, talvez, de um jeito que muitos me vêem, mas que eu não tenho conhecimento desta Visão.

A partir desta questão que entendo a necessidade de muitos de namorar-namorar. No post passado recebi um comentário de um amigo virtual, Rafael Aurichi. No comentário pude entender bem que O Outro é o principal responsável por fazer-me ter diversos sentimentos. Somos como Frankstein, pedaços de muitos. E o que eu quis dizer com todo esse é texto é que Dependemos do Outro para formar nossa personalidade. Criticas nos abalam e elogio nos iludem, sim!

- Cláudio, agora me explica o porquê deste Post confuso?

Ontem, faleceu o papai de uma das minhas melhores amigas. Um homem alegre, divertido e acolhedor. Eu e mais minhas outras amigas acompanhamos-a na cerimônia de cremação. Visualizar o corpo imóvel próximo a mim, combinado com o choro de minha amiga foi de uma incrível dor. Foi a partir dalí que percebi que estou Vivo, no sentido literal da palavra. Até então, talvez eu não tivesse consciência total do meu 'Viver'. Perguntei-me o que fiz de Grande em meus vinte anos de idade. Não obtive resposta.


"É triste, mas as pessoas precisam morrer para lembrarmo-nos que estamos vivos" - Virginia Wolf em "As Horas".

Por Cláudio_DeLarge

domingo, 13 de junho de 2010

Confuso Dia Dos Namorados

"Eu acho que não estou tão confuso quanto você acha que eu penso que estou" 

Durante uma conversa no MSN, o Renan disse que era um absurdo eu ser bonito, inteligente, simpático, gostoso e não ter um namorado. No mesmo período eu conversava com o Willian - sim vou expor todo mundo agora - e o mesmo dizia-se triste por estar só no apartamento do amigo dele, no frio e sem namorado no Dia Dos Namorados. Nas atualizações do Orkut, só comentários sobre Namorados. Aí eu pergunto-me: O mundo ficou carente ou eu sou egoísta? Onde foi parar a auto-suficiência das pessoas? 

Estranha essa mania que muitas pessoas tem de depender a própria felicidade à partir de um outro. Ao meu ver isso não é felicidade, é carência. Eu discordo dessa concepção de "Cara-Metade", pois mostra-nos como incompletos. Não sou uma metade, sou um inteiro. E a partir do momento que a minha "felicidade" depender de uma outra pessoa, eu nunca serei feliz verdadeiramente.

Ok-ok, quem sou eu para dizer essas coisas? Nunca amei nenhum homem ou mulher. Talvez seja por que eu não me permita nem conhecê-los. Pretendentes eu tenho, muitos. Convites eu recebo, vários. - Sem querer ser convencido, mas é verdade. Com vocês também deve ser assim - Flertes na rua eu levo, inúmeros. Mas eu teimo em ficar em casa assistindo musicais antigos com fandangos, coca-cola e Bis. Será que seria mais gostoso se fosse acompanhado? Admito e posso até ser levado a mal, mas eu não assistiria filmes acompanhado. Eu não aguentaria. Um simples roçar já me tiraria a concentração - o que não é lá muito dificil - acredito que o principal motivo que me faz sentir falta de um namorado é o Sexo. Como tenho medo de sexo casual com desconhecidos, só faço sexo com quem tenho muita intimidade. Como dificilmente permito-me intimidade com alguém, o sexo rareia. Quando o faço, descontrolo-me. Quando eu estava num relacionamento com o Piero - Sim, vou expor todo mundo. Ah, e esse Piero não trata-se do meu ultimo namorado - só fazíamos sexo. Eu chegava no apartamento dele e transávamos umas sete vezes. E eu ainda ficava impaciente quando ele propunha assistirmos filmes ou almoçarmos. Só conseguimos assistir um filme no período que estávamos juntos - Isso por que sou cinéfilo -, o brasileiro "Sexo com amor?" - conveniente, não? -, na condição de não tocar nele. JURO! Eu acho que sou um tarado. Sim, eu sou um tarado. Eu me masturbo duas vezes todos os dias. Juro, todos os dias. - Tenho que tomar cuidado com o que escrevo. Minha irmã as vezes lê o blog e diz que dá a impressão que eu só penso em sexo. Tadinha, mal sabe ela que já faz tanto tempo... - Acabei de contradizer-me. Faço sexo com um desconhecido meu todos os dias: Eu mesmo.

Enfim, não tenho tempo para um relacionamento amoroso. Estou ocupado demais trabalhando, fazendo os melhores trabalhos na facul e tentando dominar o mundo. A frase que está escrita no papel de parede do meu computador é "One day, You will all work for me.". Meu Deus, eu sou um maluco egoísta megalomaníaco. Eu mesmo não me namoraria. Nunca vou conseguir um namorado... * desespero*

Comecei o post criticando os namorados e agora desesperado por eles. Pois é, a constatação de nossa existência dá-se por outras pessoas, infelizmente. Nossa personalidade forma-se pela contraposição à personalidade de outros. É assim que sabemos que existimos. Que nos sentimos vivos. Hm, acho que entendi. Não por completo, obviamente. Para minha infelicidade e irritação, não terei respostas para tudo. Porém, já entendi o porquê da falta de auto-suficiência de muitos... Enfim, Feliz Dia Dos Namorados... 
... preciso transar!

"Amar é sentir na felicidade do outro, a própria felicidade" - Gottfried Leibnitz
Por CP_DeLarge

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Espelho

"Tu tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." - Saint Exupéry

- Oi
- Oi, desculpe pelo atraso. De verdade, foi mal!
- Ah, pode ficar sossegado. Mas eu tomei a liberdade de pedir bebidas. Uma cerveja para mim e um suco de limão para ti, que sei que gosta.
- Wow, suco de limão. Como sabe? Agora fiquei mais ainda com a consciência pesada pelo atraso. Desculpe!
- Já disse para ficar tranquilo. Quero sair com você há meses e você nunca podia. Você é muito difícil.
- Desculpe. Trabalho e faculdade, sabe como é.
- Enfim, estamos aqui em um restaurante e totalmente público. Não há o que temer.
- Rs, desculpe. Sou desconfiado. Até que provem o contrário, ainda acreditarei que você é um assassino em potencial... e tarado!
- Primeiro, pare de se desculpar. Segundo, talvez eu seja tarado.
- Estou longe de ser puritano e fique a vontade com a sua mão percorrendo a minha coxa. Mas não a ultrapasse.
- Rs, Eu sei que você não é puritano e agora eu que peço desculpas.
- Tudo bem! Mas só para que você não perca seu tempo, já aviso: Não transarei com você hoje e provavelmente nem no próximo encontro. Não preciso estar apaixonado, só preciso ser intimo para transar com alguem.
- Entendo e admiro a sua postura. Mas quem disse que eu queria transar com você hoje?
- Eu transaria com você hoje.
- Transaria?
- Sim, Futuro do pretérito.
- E o que te impede?
- Meu Super Ego.
- Eu diria para que você sucumbisse ao ID, mas respeito você. Valerá a pena.
- Como sabe se valerá a pena? Depende muito do que você quer de mim.
- Um relacionamento. Você é difícil. É complicado. Quase intocável e intransponível.
- Me vê então como um desafio?
- Não, como uma possibilidade. Não nego que adoro sexo. Como vê um relacionamento?
- No estilo Audrey Hepburn. Apaixonado, pueril, delicado e clássico. Ah, uma casa e três filhos. Quase um musical.
- Não gosto de musicais. Prefiro o cinema novo Hollywood. Scorsese, Woody Allen e James Cameron.
- Sem surpresas. Nada como Kubrick e Bergman. Cinema tambem é 'questionar'.
- Mas foi criado para entreter.
- A boca foi feita para comer, mas a utilizamos para o sexo.
- Você tem um lindo sorriso. Parece um anjo. Branquinho, cabelos escuros meio ondulados e olhos... cinzas?
- Castanho-esverdeados. E não aproxime-se tanto.
- Não gosta que te olhem nos olhos?
- Sinto-me vulnerável. Mais nú ainda.
- Tem algo à esconder?
- Não, exponho-me até demais. E obrigado pelo elogio. Fico sem jeito. Você tambem é lindo. Olhos castanhos e uma boca grande emoldurados por um rosto perfeitamente quadrado e cabelo arrepiado.
- Haha, você é mais baixinho que eu imaginava. Adoro!
- Haha, obrigado!
- Não consigo penetrar-lhe os olhos, nem o corpo e nem o coração. Algum dia penetrar-lhe-ei?
- Hm, mesóclise. Adoro! Seu sorriso não engana sua frase de duplo sentido. Sou preferencialmente passivo, mas tambem ativo.
- Engraçado!
- O que?
- Você não deixa que lhe penetrem no coração mas deixa que lhe penetrem o corpo.
- Temos mais controle do corpo do que da mente.
- A mente faz o corpo. Por isso que você gosta de tapas?
- Só sei ser agressivo neste aspecto.
- Não será uma forma de auto-punição por fazê-lo?
- Sendo ou não, você vai gostar.
- Hm, do futuro do pretérito, mudou para futuro do presente.
- Haha, gosta de português?
- Gosto de você.
- De mim e quer transar comigo. Pode ficar de boa, eu sei, não sou hipócrita. Mas não será hoje.
- Devido ao seu superego. Caso contrário, sei que você aceitaria. Superego forte, hen.
- Muito mais do que eu gostaria.
- Senhor autoritário, mandão e controlador. O tímido e inseguro menino dos olhos lindos e corpo definido.
- Amigo agressivo, displicente e carismático. O conquistador beijoqueiro de rosto quadrado.
- O sexo mostra que estamos vivos.
- Mas você continuará morto, Paulo.
- Passarei a viver em você, Cláudio.
- O Ego então ganha um alter?
- Parabéns... ou meus pêsames. Posso te penetrar?
- Primeiramente com calma, depois com total agressividade. Preciso acostumar.
- Me dá uma semana que eu te namoro.
- Pelo menos um mês. E você não iria gostar de me namorar. Sou Complicado.
- O que é fácil, cansa.
- É melhor eu ficar sozinho.
- É o mais fácil a se fazer.
- Estou com medo.
- Com licença, deixa eu tirar-lhe esse cílio.
- Sua mão gostosa, olhar conquistador.
- Sua pele delicada, olhar vulnerável.
- Encantador.
- Gostoso!
- Haha!
- Olhe-nos no espelho, a esquerda dessa mesa de jantar. Combinamos!
- Sim, combinamos. Parecemos um só.


Por Paulo_DeLarge.