Atualmente, o que está mais na moda!? Adorar a Saga Crepúsculo ou criticar a saga? Em um mundo de adolescentes grávidas e pulseirinhas do sexo, não há como discordar que a Saga Crepúsculo devolveu, pelo menos para alguns adolescentes, o senso de Romantismo a tempos esquecido. Ok, eu também não posso discordar que a grande sacada de Stephanie Meyer, autora da série, deveu-se por unir todas as inseguranças das meninas adolescentes sem muitos atributos físicos, porém de muita riqueza interior - ou acham que têm - e disponibiliza-las não só um principie encantado galante, rico, cheiroso, respeitoso e metrossexual, mas também um segundo principie encantado apaixonado, musculoso, quente e... sem camisa. E os dois lutam pelo amor da menina sem graça que, não contente nesse mundo fantasioso, ainda provoca a luta e a união dos inimigos mitológicos mais famosos da história: Os Vampiros e os Lobisomens! Dã! E qual o problema nisso? O 'problema' é transformar o sanguinário vampiro em um viatchyinho metrossexual que brilha no sol e lobisomens agressivos em homens musculosos e totalmente depilados. Isso é realmente um problema? E se esse 'problema' tão criticado já ocorreu várias vezes no decorrer da história? A-háá!
O vampiro mais famoso da história cultural é Conde Drácula, literatura escrita por Bram Stocker. O autor inspirou-se no príncipe vivo e real Vlad Drácula - O Empalador, nascido em 1431 na Transilvânia. "Drácula" significava Dragão ou Dêmonio em Romêno. Com 13 anos, o príncipe já aprendera milhares de técnicas de torturas (horríveis, muito horríveis) em guerra, e foi em seu reino em Wallachia que ele a pôs em prática.
A primeira adaptação de Drácula nos cinemas, popularizando o mito dos Vampiros por todo o mundo, foi uma versão não autorizada. Em 1922, "Nosferatu - Uma Sinfonia do Horror", o expressionismo alemão cria Conde Orlok (Max Schreck), um vampiro assustador, careca, corcunda e com orelhas e dedos pontiagudos. Muito feio! Tá certo que estamos falando de Expressionismo Alemão, mas Conde Orlok era, literalmente, um monstro. Em vez de caninos, Orlok tinha os dentes incisivos salientes. Uma representação bem sucedida do Horror!
O auge do Expressionismo Alemão deu-se na década de 1920. Um estilo cinematográfico que combinava cenários distorcidos e personagens bizarros, utilizando maquilagem, fotografia e cenografia fantástica na intenção de recriar o imaginário humano em alta dramaticidade. "Nosferatu - Uma Sinfonia de Horrores" e "O Gabinete do Dr. Caligari" iniciaram uma nova forma de cinema que repercutiu pelo mundo, inclusive Hollywood.
O auge do Expressionismo Alemão deu-se na década de 1920. Um estilo cinematográfico que combinava cenários distorcidos e personagens bizarros, utilizando maquilagem, fotografia e cenografia fantástica na intenção de recriar o imaginário humano em alta dramaticidade. "Nosferatu - Uma Sinfonia de Horrores" e "O Gabinete do Dr. Caligari" iniciaram uma nova forma de cinema que repercutiu pelo mundo, inclusive Hollywood.
Já em 1931 a Universal Pictures recria Drácula através do ator húngaro Bela Lugosi. Combinando um sotaque aristocrático, nascia o perfil de vampiro eternizado: Romântico, bonito, sedutor, educado, elegante e inteligente. Logo, todas as adaptações vampirescas iriam utilizar deste perfil. Com o sucesso deste cinema horror, a Universal Pictures adaptava outros monstros clássicos, "O Lobisomen", "A Múmia", "Frankstein" e "O Fantasma da Ópera". Estes mesmos monstros seriam readaptados duas décadas depois pelos Estúdios Hammer. A Grande vantagem do estúdio era a utilização de cores, onde o destaque do sangue vermelho aterrorizaria muito mais a platéia. A Questão Vampiresca decidiu utilizar as duas coisas que o ser humano mais sente prazer: Sangue e Sexo. Inserindo erotismo e sensualidade de vítimas femininas semi-nuas e, não contentes, criam vampiras lésbicas.
A década de 80 chega e os vampiros recebem uma nova transformação. O romantismo e erotismo como tema central dos vampiros é deixado de lado e agora eles encontram-se nas grandes cidades. Não são mais clássicos e quase onipotentes vivendo em seus castelos. São jovens, inconseqüentes, bem-humorados e trocam a música erudita de Beethoven, Bach, e Mozart pelo atual Rock and Roll. Filmes como "A Hora do Espanto" e "Garotos Perdidos" comprovam o que eu estou te dizendo.
Quase no início da década de 90 um novo estilo de vampiro é abordado no cinema. Vampiro este que vai ao encontro do homem moderno: Um Vampiro Depressivo. Sim, na década de 90, após tantos anos de questionamentos sobre suas "vidas", os vampiros são deprimidos, repletos de dúvidas, inacabados e sozinhos. Como em "Entrevista com o Vampiro" e "Deixe Ela Entrar". Ainda nessa década, os vampiros unem tudo aquilo que os homens gostam: Sensualidade, sangue e armas. Em "Anjos da Noite" e "Blade", eles estão armados e com dons sobrenaturais.
Particularmente, não gosto de filmes de terror. Eu realmente tenho medo e não fico sozinho em algum cômodo depois de assistir Freddy Krueger ou Chuck, é sério. Talvez essa minha opinião me seja confortável, mas não há nada de errado em romantizar e brilhar um vampiro. Muitas vezes, tornamo-nos fãs de certa coisa e, quando ela é popularizada, ficamos irritados. Aquela certa coisa era a nossa forma de diferenciação. Quem já não ouviu dizer algo do tipo "Eu comecei a gostar de Fresno antes mesmo deles fazerem sucesso", e não contentes, zombam dos novos fãs? Ou pior, tem aqueles que, vendo que certa coisa tornou-se famosa e popularizada, critica-a. Querem parecer diferenciados aos olhos alheios apenas pelo fato de não gostar daquela certa coisa popularizada, mas gosta! Se o cara não gosta de Crepúsculo, ele simplesmente não vai dizer ou comentar. Sabe porque? Por que não teve o interesse de ler. Será indiferente. Entendem? Não é que ele não gosta de Crepúsculo, ele não gosta do SUCESSO que Crepúsculo faz. Eu adoro Crepúsculo e já li todos os livros. Assim como gosto do Lestat, de "Entrevista com o Vampiro" e da Selene de "Anjos da Noite". O que eu quero dizer é, há vampiros para todos os gostos. Escolha o seu! Na dúvida, temos até os vampiros brasileiros. A diferença é que eles são feios, gordos, barbudos e de unhas nojentas.
A década de 80 chega e os vampiros recebem uma nova transformação. O romantismo e erotismo como tema central dos vampiros é deixado de lado e agora eles encontram-se nas grandes cidades. Não são mais clássicos e quase onipotentes vivendo em seus castelos. São jovens, inconseqüentes, bem-humorados e trocam a música erudita de Beethoven, Bach, e Mozart pelo atual Rock and Roll. Filmes como "A Hora do Espanto" e "Garotos Perdidos" comprovam o que eu estou te dizendo.Quase no início da década de 90 um novo estilo de vampiro é abordado no cinema. Vampiro este que vai ao encontro do homem moderno: Um Vampiro Depressivo. Sim, na década de 90, após tantos anos de questionamentos sobre suas "vidas", os vampiros são deprimidos, repletos de dúvidas, inacabados e sozinhos. Como em "Entrevista com o Vampiro" e "Deixe Ela Entrar". Ainda nessa década, os vampiros unem tudo aquilo que os homens gostam: Sensualidade, sangue e armas. Em "Anjos da Noite" e "Blade", eles estão armados e com dons sobrenaturais.
Particularmente, não gosto de filmes de terror. Eu realmente tenho medo e não fico sozinho em algum cômodo depois de assistir Freddy Krueger ou Chuck, é sério. Talvez essa minha opinião me seja confortável, mas não há nada de errado em romantizar e brilhar um vampiro. Muitas vezes, tornamo-nos fãs de certa coisa e, quando ela é popularizada, ficamos irritados. Aquela certa coisa era a nossa forma de diferenciação. Quem já não ouviu dizer algo do tipo "Eu comecei a gostar de Fresno antes mesmo deles fazerem sucesso", e não contentes, zombam dos novos fãs? Ou pior, tem aqueles que, vendo que certa coisa tornou-se famosa e popularizada, critica-a. Querem parecer diferenciados aos olhos alheios apenas pelo fato de não gostar daquela certa coisa popularizada, mas gosta! Se o cara não gosta de Crepúsculo, ele simplesmente não vai dizer ou comentar. Sabe porque? Por que não teve o interesse de ler. Será indiferente. Entendem? Não é que ele não gosta de Crepúsculo, ele não gosta do SUCESSO que Crepúsculo faz. Eu adoro Crepúsculo e já li todos os livros. Assim como gosto do Lestat, de "Entrevista com o Vampiro" e da Selene de "Anjos da Noite". O que eu quero dizer é, há vampiros para todos os gostos. Escolha o seu! Na dúvida, temos até os vampiros brasileiros. A diferença é que eles são feios, gordos, barbudos e de unhas nojentas.





