domingo, 25 de julho de 2010

Crepúsculo e os Vampiros no Cinema

Atualmente, o que está mais na moda!? Adorar a Saga Crepúsculo ou criticar a saga? Em um mundo de adolescentes grávidas e pulseirinhas do sexo, não há como discordar que a Saga Crepúsculo devolveu, pelo menos para alguns adolescentes, o senso de Romantismo a tempos esquecido. Ok, eu também não posso discordar que a grande sacada de Stephanie Meyer, autora da série, deveu-se por unir todas as inseguranças das  meninas adolescentes sem muitos atributos físicos, porém de muita riqueza interior - ou acham que têm - e disponibiliza-las não só um principie encantado galante, rico, cheiroso, respeitoso e metrossexual, mas também um segundo principie encantado apaixonado, musculoso, quente e... sem camisa. E os dois lutam pelo amor da menina sem graça que, não contente nesse mundo fantasioso, ainda provoca a luta e a união dos inimigos mitológicos mais famosos da história: Os Vampiros e os Lobisomens! Dã! E qual o problema nisso? O 'problema' é transformar o sanguinário vampiro em um viatchyinho metrossexual que brilha no sol e lobisomens agressivos em homens musculosos e totalmente depilados. Isso é realmente um problema? E se esse 'problema' tão criticado já ocorreu várias vezes no decorrer da história? A-háá!
O vampiro mais famoso da história cultural é Conde Drácula, literatura escrita por Bram Stocker. O autor inspirou-se no príncipe vivo e real Vlad Drácula - O Empalador, nascido em 1431 na Transilvânia. "Drácula" significava Dragão ou Dêmonio em Romêno. Com 13 anos, o príncipe já aprendera milhares de técnicas de torturas (horríveis, muito horríveis) em guerra, e foi em seu reino em Wallachia que ele a pôs em prática.

A primeira adaptação de Drácula nos cinemas, popularizando o mito dos Vampiros por todo o mundo, foi uma versão não autorizada. Em 1922, "Nosferatu - Uma Sinfonia do Horror", o expressionismo alemão cria Conde Orlok (Max Schreck), um vampiro assustador, careca, corcunda e com orelhas e dedos pontiagudos. Muito feio! Tá certo que estamos falando de Expressionismo Alemão, mas Conde Orlok era, literalmente, um monstro. Em vez de caninos, Orlok tinha os dentes incisivos salientes. Uma representação bem sucedida do Horror!

O auge do Expressionismo Alemão deu-se na década de 1920. Um estilo cinematográfico que combinava cenários distorcidos e personagens bizarros, utilizando maquilagem, fotografia e cenografia fantástica na intenção de recriar o imaginário humano em alta dramaticidade. "Nosferatu - Uma Sinfonia de Horrores" e "O Gabinete do Dr. Caligari" iniciaram uma nova forma de cinema que repercutiu pelo mundo, inclusive Hollywood.

Já em 1931 a Universal Pictures recria Drácula através do ator húngaro Bela Lugosi. Combinando um sotaque aristocrático, nascia o perfil de vampiro eternizado: Romântico, bonito, sedutor, educado, elegante e inteligente. Logo, todas as adaptações vampirescas iriam utilizar deste perfil. Com o sucesso deste cinema horror, a Universal Pictures adaptava outros monstros clássicos, "O Lobisomen", "A Múmia", "Frankstein" e "O Fantasma da Ópera". Estes mesmos monstros seriam readaptados duas décadas depois pelos Estúdios Hammer. A Grande vantagem do estúdio era a utilização de cores, onde o destaque do sangue vermelho aterrorizaria muito mais a platéia. A Questão Vampiresca decidiu utilizar as duas coisas que o ser humano mais sente prazer: Sangue e Sexo. Inserindo erotismo e sensualidade de vítimas femininas semi-nuas e, não contentes, criam vampiras lésbicas.

A década de 80 chega e os vampiros recebem uma nova transformação. O romantismo e erotismo como tema central dos vampiros é deixado de lado e agora eles encontram-se nas grandes cidades. Não são mais clássicos e quase onipotentes vivendo em seus castelos. São jovens, inconseqüentes, bem-humorados e trocam a música erudita de Beethoven, Bach, e Mozart pelo atual Rock and Roll. Filmes como "A Hora do Espanto" e "Garotos Perdidos" comprovam o que eu estou te dizendo.

Quase no início da década de 90 um novo estilo de vampiro é abordado no cinema. Vampiro este que vai ao encontro do homem moderno: Um Vampiro Depressivo. Sim, na década de 90, após tantos anos de questionamentos sobre suas "vidas", os vampiros são deprimidos, repletos de dúvidas, inacabados e sozinhos. Como em "Entrevista com o Vampiro" e "Deixe Ela Entrar". Ainda nessa década, os vampiros unem tudo aquilo que os homens gostam: Sensualidade, sangue e armas. Em "Anjos da Noite" e "Blade", eles estão armados e com dons sobrenaturais.

Particularmente, não gosto de filmes de terror. Eu realmente tenho medo e não fico sozinho em algum cômodo depois de assistir Freddy Krueger ou Chuck, é sério. Talvez essa minha opinião me seja confortável, mas não há nada de errado em romantizar e brilhar um vampiro. Muitas vezes, tornamo-nos fãs de certa coisa e, quando ela é popularizada, ficamos irritados. Aquela certa coisa era a nossa forma de diferenciação. Quem já não ouviu dizer algo do tipo "Eu comecei a gostar de Fresno antes mesmo deles fazerem sucesso", e  não contentes, zombam dos novos fãs? Ou pior, tem aqueles que, vendo que certa coisa tornou-se famosa e popularizada, critica-a. Querem parecer diferenciados aos olhos alheios apenas pelo fato de não gostar daquela certa coisa popularizada, mas gosta! Se o cara não gosta de Crepúsculo, ele simplesmente não vai dizer ou comentar. Sabe porque? Por que não teve o interesse de ler. Será indiferente. Entendem? Não é que ele não gosta de Crepúsculo, ele não gosta do SUCESSO que Crepúsculo faz. Eu adoro Crepúsculo e já li todos os livros. Assim como gosto do Lestat, de "Entrevista com o Vampiro" e da Selene de "Anjos da Noite". O que eu quero dizer é, há vampiros para todos os gostos.  Escolha o seu! Na dúvida, temos até os vampiros brasileiros. A diferença é que eles são feios, gordos, barbudos e de unhas nojentas.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Ser "Homem"

"Há grandes homens que fazem com que todos se sintam pequenos. Mas o verdadeiro grande homem é aquele que faz com que todos se sintam grandes." - Gilbert Keith Chesterton

"Completamente nú, eu beijava-lhe a boca carnuda. Uma boca sensualmente inxada que parecia mandar-me beijos constantemente. Minhas mãos indecisas ora entrelaçavam-se em seus cabelos louros longos, ora acariciavam-lhe os seios. Minha língua então passeava pelo pescoço, decote e terminava já nos mamílos eretos dela. Equiparando-me à ela, olhando-a fixamente em nossas pontas dos narizes encostadas, vi seus olhos fecharem e sua cabeça inclinar-se para trás quando a penetrei. Penetrei, uma linda mulher. Minha prima. Logo em seguida, acordei de um sono. Minha cueca estava úmida."

Para um adolescente a aceitação inicial da homossexualidade é muito difícil. Talvez esta aceitação demore anos para ocorrer, ou nem ocorra. Nossa personalidade forma-se através de pequenas partes de outras pessoas. É através dos outros que constatamos nossa existência e formamos então um "Jeito de Ser" (clique). Ver-se diferente de um padrão de comportamento pré-definido, deixa-nos perdidos. O que seguir e ser? Se o "American Way Life" é casar-se, ter filhos, uma casa, cachorro e jardim, o que acontece quando o indivíduo percebe que não pode fazer isso? Que referências seguir? O que fazer?

Meu pai morreu quando eu tinha sete anos de idade. Cresci no meio de uma irmã, uma mãe, várias primas mulheres e alguns primos mais novos que eu. Cresci (muito) tímido, (muito) inseguro e (muito) educado. A falta de uma figura masculina pode ter sido conclusiva em minha sexualidade!? Responderei-os sem hipocrisias: Sim! Pendi para amizades femininas, logo, não tive contato com futebol, brigas, agressividade e nem se quer sei empinar uma pipa.

Semana passada viajei com minha familia para Barra Bonita, interior de São Paulo. Nessa viagem aproximei-me mais de meus primos "de segundo grau", sobrinhos de meu padrinho. Eles tinham a mesma faixa etária que eu: 17 à 19 anos. Jogamos videogame, futebol, volei e falamos de sexo. Fatídico assunto!!! Percebida minha sexualidade, eles pediram sutilmente para que eu contasse minhas experiências trocando os nomes por animais. Sim, animais. Meu ex-namorado era um Avestruz, eu era uma Doninha que ficava com Lontras, formigas e Dromedários. Rimos em uma incrível confortabilidade. Passei então a prestar atenção na forma como eles agiam. Nas gírias usadas, nas camisetas mais largas, nos chinelos de faixas grossas, nos trejeitos, nas brincadeiras agressivas e nas piadinhas. Quando vi, comecei a agir como eles e sentia-me incrivelmente confortável.

Durante essa semana, comprei camisetas mais largas e calças mais soltas. Meus trejeitos contiveram-se e meus olhares tornaram-se mais fixos, confiantes. No início dessa semana tive um sonho erótico com uma prima minha, a qual já pediu para beijar-me, mas eu havia recusado, frente a minha sexualidade "resolvida".

Falo por mim, mas tenho certeza que não sou o único a agir dessa forma: Por muitas vezes, evidencio e/ou exponho minha homossexualidade frente alguns heteros na intencionalidade de escudo, ou seja, antes mesmo de sofrer uma possível represália, mostro-me agressivo com minha sexualidade. Exponho-na antes que me exponham negativamente. Porém acabo resumindo-me antes que alguém me resuma a Gay. Não estou dizendo que tenho de esconder, pelo contrário, digo que não tenho que me resumir à um Gay. Tenho ciência que não me aceito inteiramente como um homossexual e digo com certeza que a grande maioria também não se aceita, porém com intensidades variadas.


Expus isso à minha psicóloga e ela explicou-me, embora eu já soubesse, a questão Personas (Leia Aqui!).  Segundo o psicanalista Carl Jung, todos nós vivemos em um mundo de máscaras, e não digo no sentido de falsidade. Utilizamos mascaras em nossa existência presencial por uma questão de sobrevivência social. Os papéis sociais ao qual desempenhamos - Ser pai, mãe, profissional, amigo, filho, amante, namorado. São diferentes papéis para diferentes situações de uma mesma pessoa - nada mais são que mascaras que somos treinados a utilizar, admitidas ou não, em virtude dos parâmetros sociais que norteiam o seu uso. Para ele a PERSONA, não é apenas uma mera mascara mas uma influência em nosso interior e responsável pela estruturação de nossa personalidade. Resumindo, deixamos de ser nós mesmos e passamos a ser, cada vez mais, a imagem e semelhança das expectativas daqueles que convivemos. Ou seja, querer parecer mais heterossexualidado não é um problema. Muitas vezes pode ser uma solução. Os homossexuais que convivem melhor com a sua heterossexualidade - Nossa sexualidade tem níveis, segundo o relatório Kinsey - são muito mais bem resolvidos.

Talvez este texto venha de encontro à tudo que já escrevi!? Talvez eu mude de idéia daqui alguns dias!? Isso me mostra uma pessoa volúvel? Claro que não, mostra que eu sou inteligente demais para limitar-me à uma única forma de comportamento. Quem se define, ao mesmo tempo, restringe-se. Viverei os milhares de "Eus" que possuo, ouvindo sertanejo ou Lorena Simpson - Foi a música mais gay que veio-me a cabeça, rs.- Ah, e tenho agora uma Lição de Casa: Parar de questionar-me tanto. Tudo é passível a milhões de interpretações, e provavelmente eu nunca acharei a certa. Por ora, vamos seguir o exemplo de Macabéa, personagem do livro "A Hora da Estrela" de Clarice Lispector: "É assim por que é assim e pronto".

terça-feira, 20 de julho de 2010

Ele

Um menino questionador
Bem confuso e bonito.
Ele não queria se compor
de um jeito restrito
Nem sabia diferenciar
A verdade de um mito
Não sei bem se era Sol
Ou se nesse dia chovia
A janela estava fechada
E apenas a TV se ouvia
O menino estava sozinho
E algo estranho acontecia
Não queria ser apenas um
Queria ser outros tantos.
Parecia algo incomum.
Desde já, já lhe adianto,
Criou dois personagens
e transformou-os em Miragens.
Um era lindo e comunicativo,
Outro era famoso e proativo.
Um era agressivo sexualmente,
já o Outro muito inteligente.
Os dois se apossaram dele
E tomaram conta da sua mente.
Assustado, ele acordou
Embora não tivesse dormido
Olhou no espelho e se tocou
o quanto tinha enlouquecido
Deitou-se novamente
Sob um lençol umedecido.
O Psiquiatra e o Psicólogo
Começaram um tratamento
O qual apenas consistia em
ter em sí, contentamento.
Aumentando a auto-estima
E um confiante comportamento.
Ele era bonito, sem saber.
Não se achava inteligente
Mas era muito, e era fácil de ver.
Se importava com o que pensavam dele
Tanto, que deixava de viver.
Queria parecer perfeito
E internalizava tudo
Não queria ter um defeito
Criou em si um escudo
Tudo ficou estreito.
Até que ele explodiu.
Falou mais forte o Desejo
Passou a dizer "Foda-se"
Resolveu ouvir Sertanejo
Perdeu o Arquejo
Outras opiniões perderam força.
Dançou no meio da rua
E até bebeu cerveja
Abraçou a familia e a mim
Pois agora tinha certeza
Do que queria para si
e de sua própria beleza.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Pilares

"Amor de Família é a coisa mais inexplicável do mundo, nem um pai consegue dizer para um filho o quanto o ama, nem o filho sabe dizer ao pai, então eles simplesmente demonstram ..." - Passini

São Paulo, Barra Bonita e o final de semana do feriado referente a revolução de 1932. Muitos nem faziam idéia do porquê do feriado. Pouco importava se em 1932 ocorreu o maior movimento cívico paulista da história, a Revolução Constitucionalista de 1932. Que se danem o governo provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova constituição. O assunto era o feriadão possivelmente chuvoso e o goleiro do flamengo com uma dieta estranha para cachorros. Estava Sol, era feriado e bora viajar!

O sol espelhava-se no Rio Tietê de Barra Bonita de uma forma que quase cegava os olhos. Com um céu completamente límpido, o Navio San Marino deslizava pelas águas límpidas do rio. Ao meu lado, meu padrinho, minhas três tias, meus cinco tios e meus oito primos. O navio estava com 459 passageiros, mas meus olhos só enxergavam minha familia. Brilhavam tal qual o reflexo intenso dos raios de sol sob o manto d'água frente aos nossos olhos.
- Caraaamba, que cheio é esse? - Sandrinha
- Poxa, Tio Marcos, você peidou outra vez, hahaha!? - Marcia
- Nossa, esse foi ninja! - Juninho
- Caraaaai, e olha que estamos ao ar livre, hahaha! - Cláudio
- Hahaha, Wow, você tá podre! - Dayara
- Opa, vou dar um tambem, hahaha! - Chiquinho
- Caaara, que cheiro de decomposição é esse, hahaha!? - Juci

"AHuahaiuhIUHIUAhuiah"

Chegando na chácara, feijoada, vôlei, churrasco no dia seguinte e muito, muito Amor!
Ah, como eu amo vocês!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Fuck It

"Era assim que o Chris diria: 'Foda-se, eu farei do meu jeito. E as pessoas que me amam, entenderão por que eu faço as coisas assim. Entenderão por que elas me amam'. Então, Foda-se!." - Michelle, personagem da série SKINS.

"[...]
- Estive pensando no que Chris gostaria que eu dissesse hoje. Conselhos que ele me daria. Seria algo como "Sabe que uma coisa, querida... que se foda! Esses caras sabem tudo sobre mim, fale sobre alguem diferente". Então eu pensei em dizer alguma coisa sobre um heroi do Chris. Um homem chamado Capitão Joe Katanga. 
Em 1960, subindo em um balão de ar, Capitão Joe foi mandado 32Km na estratosfera. E então, armado apenas de um para-quedas, ele pulou.
Ele caiu por 4 minutos e 36 segundos, alcançando 1190km/h antes de abrir o seu para-quedas 5km acima da Terra. Isso nunca tinha sido feito antes e nunca foi feito desde então.  Ele só fez porque podia. E é por isso que Chris adorava ele. Por que o negócio sobre o Chris era... Ele dizia "Sim". Ele dizia "Sim" para tudo. Ele amava todo mundo. Ele era o mais corajoso garoto... Homem, que eu conhecia. 
O que eu quero dizer é que ele pulava de um balão todos os dias. Por que ele podia. Por que ele Era. E é por isto... e é por isto... que nós amamos ele.

- Grahan, se você quiser, pode jogar terra sobre o caixão agora..."

Extraido e traduzido do episódio 2x10 do seriado SKINS.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

SKINS - Juventude a Flor da Pele

"O Alimento da Juventude é a Ilusão" - René Descartes


Muitos seriados já abordaram a questão da adolescência, desde dramas à comédias. Quem não se lembra de "Barrados No Baile" (Bervelly Hills 90210), "Dawsons Creek", "Blosson", "Popular" e "The O.C."? Até na Televisão tupiniquim temos a infinita novela "Malhação". Comparações a parte, todas possuem o mesmo tema central: Os problemas na adolescência. Saindo então da mesmície repetitiva, uma série inglesa decide contar a adolescência de uma maneira mais crua, polêmica e altamente sexualizada, num estilo quase LarryClarckiano de ser - Larry Clark é o diretor e criador de filmes como Ken Park e Kids. SKINS, traduzida no Brasil como "Juventude a Flor da Pele", é agressiva, tem sexo, muitas drogas, adolescentes imaturos, bundas, peitos, transtornos alimentares... enfim, ela é uma delícia!

Criada por Brian Elsley e seu filho Jammie Britain, SKINS nos mostra a história de adolescentes de 16 à 18 anos na cidade de Bristol, Inglaterra. Transtornos alimentares com a personagem Cassie, que é apaixonada pelo desajeitado Sid, que antes amava a linda Michelle, que ama o sedutor e manipulador Tony, que quis chupar o dançarino homossexual Maxxie, que tem como melhor amigo o mulçumano tarado Anwar, que sempre sai para raves e baladas com o animado Chris, que usa com frequência descomunal maconha, ecstasy, viagra e já transou com a professora de psicologia, Angie, que não participa da segunda temporada. Àlias, o elenco foi trocado à partir da terceira temporada. Novos adolescentes, novas drogas, festas e pais separados. SKINS tornou-se cultuada por milhares de adolescentes do mundo. Mas por que?

Àlias, por que é tão fácil viciar nessa série tal como os personagens nos seus entorpecentes? Pois o argumento utilizado nessa série assemelha-se muito com o de GLEE, só que ao contrário.  Hein? Vou explicar! GLEE tornou-se adorada não apenas pelas músicas, pelos atores ou pelo roteiro, mas pela IDENTIFICAÇÃO. O telespectador, por maior auto-estima e 'popular' que ele seja, ele identifica-se com os personagens. Em uma sociedade capitalista, quanto mais o individuo consome, mais frustrado e descontente consigo mesmo ele é. Nos sentimos "Losers" internalizadamente e, GLEE com seus "Losers" talentosos em ascenção, faz com que o telespectadores vejam uma esperança. Algo como "Sou um Loser, mas tenho talento". Talvez o telespectador não saiba qual é este talento, mas projeta-se nos personagens de GLEE. Em contrapartida, SKINS vem a ser o "ideal". Seus personagens são bonitos, vivem em uma panelinha consolidada de amigos, fazem sexo de maneira simplista e usam drogas. Mesmo com a crítica à esse comportamento nos meios de comunicação, foi-nos colocado culturalmente e inconsientemente que esse "comportamento na juventude" É um comportamento DA juventude. Se não fazemos parte dessa juventude, sentimo-nos mais deslocados ainda. Queremos vivê-lo, experimentá-lo. Sem hipocrisia, mas queremos.

Em uma conversa com um colegamigo, Gee, o mesmo diz ficar indignado com o uso da maconha pelas pessoas. Segundo palavras dele, quem usa é "influênciável". Discordei. Se levarmos em consideração a História da Maconha, veremos que "Influênciável" é quem é CONTRA por achar que faz mal. Deixo claro que não sou usuário e acho-a desnecessária, mas a hipocrisia é muito grande.

SKINS consolou-me no momento que eu não tinha mais GLEE para assistir (A segunda temporada estréia só em Setembro) e estou completamente apaixonado pela série. A trilha sonora é demais, a fotografia muito bem colocada, o roteiro é fraco, mas inebriante e, enfim, é uma delícia! Muitos críticos disseram que ela é exagerada, pois não existem adolescentes como em SKINS. Discordo, já tive a oportunidade de conhecer um grupo de amigos assim. Afastei-me, pois minha personalidade naquela época rejeitava esses comportamentos... Mas confesso: Que Saudades e que delícia era.

Trilha Sonora para BAIXAR: SoundTrack Skins